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25 junho, 2014

VOCÊ JÁ DIALOGOU COM SEU FILHO, HOJE?
      A palavra diálogo no dicionário quer dizer: fala que há a interação entre dois ou mais indivíduos; colóquio, conversa; contato e discussão entre as partes para se chegar a um acordo.
    Talvez você pense assim: É claro que falei com meu filho hoje! Bem respondido. Mas, a pergunta é: Você já dialogou com seu filho, hoje? Muitos pais não imaginam o quanto é importante o diálogo com o filho. O diálogo aproxima e, a falta dele, distancia. Dialogar com o filho é também escutar. O diálogo não é um monólogo. Através dele pais e filhos podem se conhecer melhor, externam suas opiniões e sentimentos mas, nunca se esqueça, a boa convivência é tão importante quanto o diálogo. No diálogo, deve-se ter humildade, pois o mesmo exige-se uma réplica. Quer dizer, um fala e o outro ouve e vice-versa. Ouvir e escutar não tem o mesmo sentido. Ouvir refere-se a audição. A pessoa ouve apenas, mas pode ou não interpretar a comunicação.   Escutar é muito mais do que ouvir. A pessoa tem que entender o que foi falado, perceber o que foi dito, ter sensibilidade... e por aí vai.
A família é referência para a criança e o jovem.  Não se omita a esse simples gesto que é favorecedor da interação familiar que é o diálogo. Através do diálogo ambos se conhecem e se permitem acertar e errar, descobrir sentimentos que até então nunca foram verbalizados. Ninguém é dono da razão. Para se ter um bom diálogo, devemos nos colocar no lugar do outro para entender, ter o coração atento, ajudar e acima de tudo não criticar, pois quando fazemos isso, causamos o distanciamento.
Aqui vão algumas dicas para se começar um diálogo:
Diga como se sente diante do que aconteceu. Quer dizer: Estou triste, decepcionado, furioso... 
Relate o que aconteceu e dê sua opinião. Você fez isso e achei errado...
Proponha mudanças. Gostaria que de hoje em diante fosse assim... Nunca imponha sua opinião, demonstre interesse em ajudá-lo (a).
Mostre benefícios para o problema. As coisas poderiam ser melhor se fossem feitas assim... Mostre também os malefícios do problema.
Diga que a partir de hoje você vai confiar nele, pois acredita nele (a).
Não se esqueça, dialogar com o filho é também escutá-lo.
Tenha um bom diálogo.


“A construção do conhecimento se faz através do diálogo” Paulo Freire.


Texto por Aline Dias

24 abril, 2014

Tecnologia. É saudável quando sabemos usá-la.
Não tem como fugir. Em pleno século XXI a tecnologia ou para ficar mais fácil, a informática já se tornou comum a vida de todos ou melhor de quase todos. Prova disso é que quando chega no Dia das Crianças ou no Natal seu filho, neto, sobrinho... ao invés de pedir um carrinho ou uma boneca pede um computador, tablete, smartphone. Bem-vindo a era tecnológica. A informática faz parte de nossas vidas. Temos que assumir.
No português, a palavra informática é a junção das palavras informação+ automática, podendo assim dizer que a informática é uma ciência que estuda o processo automático da informação por meio do computador. Simples, não? Que nada. Computar tudo isso, é complicado. Relaxa, se você não é vai se tornar um ser tecnológico.
Muitas escolas tem aulas de informática e as mais modernas aulas de tecnologia. O melhor de tudo é que a escola é uma forte aliada nesse processo de aprendizagem. A escola não pode ficar de fora enquanto vivemos num mundo digital.
As crianças de hoje não são como antigamente que chegavam à escola pronta a receber as informações ditas pelo professor, eram consideradas como uma folha em branco. O professor era o mestre e detentor do conhecimento. As crianças de hoje já chegam à escola com suas opiniões formadas e, as vezes é até difícil moldá-las. Mal sabem falar mas já sabem decidir o que querem e devemos parte disso a essas tecnologias que nos influenciam constantemente formando e transformando nosso comportamento.
Mas, é nessa hora que temos que ter o cuidado em perceber se toda essa tecnologia está modificando a criança ou o adolescente em pessoas melhores ou não.     
Para quem tem filhos entrando na adolescência é bom saber o que eles pesquisam nas redes sociais, quem são seus amigos, com quem conversam. Para melhor retratar o que disse recomendo aos pais que assistam o filme Confiar.   Resumindo, é a história de uma adolescente de14 anos que conhece nas redes sociais um homem que se passa por um rapaz jovem, marcam um encontro, se apaixonam e aí você já imagina o que virou a vida dessa adolescente e de toda sua família. A tecnologia só é benéfica quando sabemos utilizá-la e cabe a você responsável perceber tais contribuições. O mundo on line não representa perigo pelo contrário é muito proveitoso quando você acompanha os passos dos seus filhos na rede, não proibindo mas orientando e ensinando.

“Ensinar é Aprender duas vezes” (Joseph Joubert).

Por Aline Dias

11 março, 2014

Em que escola meu filho deve estudar?

É muito comum ouvirmos os pais fazerem essa pergunta e, não é de se espantar, pois existem escolas pra todos os gostos. Escolas com muitos alunos e outras com poucos, escolas tradicionais, construtivistas, democráticas, enfim, uma infinidade. Mas, a quem cabe a responsabilidade de escolher a escola que meu filho deve estudar? Qual é a escola ideal? Quem decide?
Sempre devemos ter em mente que a escola é uma extensão da nossa casa, repito “extensão” e não nossa casa. Sabemos que muitos pais é quem decidem onde seus filhos devem estudar, até concordo em certo ponto pois às vezes a criança ou o adolescente fica indeciso para escolher mas, é sempre bom lembrar que o diálogo, a troca de ideias tem grande valor, afinal de contas quem vai estudar lá não é o pai ou a mãe e sim o filho. Há pais que são taxativos na escolha. Seja maleável. Há crianças que passam muito mais tempo na escola do que na própria casa. Nunca escolha uma escola por modismo, quer dizer, me falaram que aquela escola era boa ou, prefiro uma escola tradicional, pois impõe regras ou, a liberal. Nem sempre a escola ideal dos pais é a ideal para seu filho, lembre-se disso. Dias atrás estive conversando com uma amiga que trocou sua filha de escola por ser distante de sua casa, muitos gastos com passagem de ônibus, tudo bem, cada um sabe onde o seu calo aperta e resolveu matriculá-la numa escola próxima de sua casa, ótimo. A partir daí começou o terror. Nos primeiros dias de aula tranquilo, aparentemente a filha estava bem mas, depois de um mês ela começou a chorar dizendo que não queria ir à escola. Ela tinha seus motivos. Eu aconselhei a mãe e disse que era importante ela conversar com a filha e saber o porquê dela não querer estudar lá.
O ambiente familiar nessa hora pesa, considere isto. Lembre-se dos valores que você ensinou. Escola ideal não existe mas, existe a escola adequada para cada pessoa. Sempre se pergunte: O que priorizo? Qual o jeito que eu gostaria que meu filho fosse educado? A escolha tem que estar dentro de suas expectativas e também do seu filho.
Paulo Freire escreveu: 
“Escola é…
o lugar onde se faz amigos, não se trata só de prédios, salas, quadros...
Importante na escola não é só estudar, não é só trabalhar, é também criar laços de amizade, é criar ambiente de camaradagem, é conviver, é se ‘amarrar nela’!
Ora, é lógico…numa escola assim vai ser fácil estudar, trabalhar, crescer, fazer amigos, educar-se, ser feliz.”


Por Aline Dias












05 fevereiro, 2014

Volta as aulas
Pais, participem desse momento

Quem quando criança adorava curtir as férias e nem se preocupava com a volta às aulas? É claro que a resposta de todos é: Eeeeeeeeeu! Principalmente no verão quando se pode ir à praia, jogar bola ao ar livre, ir ao cinema, ao parque, acordar a hora que quiser, sem preocupação... Que delícia! Mas, chega final de janeiro e início de fevereiro, não tem jeito. É hora de voltar a realidade e começar tudo de novo. Voltar as aulas. A rotina é a mesma de sempre. Acordar, tomar o café, colocar o uniforme e rumo a escola, ou para alguns as atividades escolares começam mais tarde. Para muitas crianças e adolescentes esse é o pior martírio e, a maioria acha essa rotina cansativa e muito chata. Até que eles tem razão algumas vezes mas, cabe a você pai, mãe, responsável fazer a criança ou o adolescente perceber a escola de uma forma diferente e importante.
Esse papel é seu. A criança é influenciada pelo meio em que vive. Quando ela percebe que os que estão ao seu redor vibram com alguma coisa, ela quer partilhar dessa emoção. Não tem jeito, tudo começa na família. A escola é o segundo meio socializador. Não deixe de exercer seu papel de grande incentivador. Pode ter certeza que a escola fará o seu muito bem.
Se, seu filho (a) ainda é pequeno e este é o seu primeiro ano na escola, dialogue com ele (a) dias antes de começar no novo ambiente, leve-o antes para que conheça o espaço e se familiarize. Diga que lá tem bastante amiguinhos, que a escola é bonita, é florida (ainda que não seja) lembre-se que o seu incentivo é essencial. Quem não quer ouvir coisas boas?  Fale da professora (a famosa tia) que ela é legal, vai contar estorinhas, pintar, brincar.... O que vale não é o espaço físico. O que vale é a escola que deve ser adorada e respeitada desde sempre. Seja co participante desta instituição que não está falida. A escola precisa de aliados e ela conta com você, responsável.
E, quanto aos veteranos na escola, ele também precisa de sua contribuição no estímulo aos estudos. Seja proativo, acompanhe, mostre interesse no seu retorno escolar. Pais e filhos tem que ser parceiros. Conte experiências de sua época escolar, de seus medos e até se não tiveram a oportunidade de estudar quando menor. O seu testemunho será de grande valia para que o faça enxergar a importância dos estudos e a escola.


“Se a educação sozinha não pode transformar a sociedade, tampouco sem ela a sociedade muda”. (Paulo Freire)

Po Aline Dias