19 maio, 2013

DA JANELA...


Dois homens, gravemente doentes, estavam no mesmo quarto de hospital.

Um deles podia sentar-se na cama durante uma hora, todas as tardes. A sua cama estava junto da única janela do quarto, o outro homem tinha que ficar sempre deitado de costas.

Os homens conversavam horas e horas e todas as tardes, quando o homem da cama perto da janela se sentava, passava o tempo a descrever ao seu companheiro de quarto todas as coisas que conseguia ver do lado de fora da janela.

O homem da cama do lado começou a viver à espera desses períodos de uma hora, em que o seu mundo era alargado e animado por toda a atividade e cor do mundo do lado de fora. A janela dava para um parque com um lindo lago. Patos e cisnes chapinhavam na água enquanto as crianças brincavam com os seus barquinhos.
Jovens namorados caminhavam de braços dados por entre as flores de todas as cores do arco-íris.

Enquanto o homem da cama perto da janela descrevia tudo, o homem no outro lado do quarto fechava os olhos e imaginava as cenas.

Dias e semanas passaram. Uma manhã, encontraram sem vida o homem perto da janela, tinha falecido calmamente enquanto dormia.

Logo que lhe pareceu apropriado, o outro homem perguntou se podia ser colocado na cama perto da janela. A enfermeira disse logo que sim e fez a troca. Depois de se certificar de que o homem estava bem instalado, a enfermeira deixou o quarto.

Lentamente, o homem ergueu-se, apoiado no cotovelo, para contemplar o mundo lá fora. Fez um grande esforço e assim olhou para o lado de fora da janela e avistou uma parede de tijolo!

O homem perguntou à enfermeira o que teria feito com que o seu falecido companheiro de quarto lhe tivesse descrito coisas tão maravilhosas do lado de fora da janela. A enfermeira respondeu que o homem era cego e nem poderia ver a parede. Talvez quisesse transmitir-lhe alguma coragem…

Moral da História:
Existe uma felicidade tremenda em fazer os outros felizes, apesar dos próprios problemas.

  
            11 5641-3219       / 5644-5284

2 comentários:

Ingrid Figueiredo disse...

Muito bacana, descreve um pouco da vida de quem faz a obra. As vezes, o nosso próprio mundo está desmoronando, mas uma pessoa de Deus, muitas vezes esquece os seus para lembrar do próximo. É como aconteceu com o cego da história, que praticamente esqueceu de sua doença para fazer outra pessoa feliz.
Essa é a atitude de qualquer servo.
Na FÉ, Ingrid Figueiredo.

alejandra villavicencio disse...

Se es mas bienaventurado dando que recibiendo. Esta historia nos revela lo importante que es dar esperanza al que sufre aunque nuestra vida no sea un mar de rosas. Lo importante de encontrarle a la vida su significado y dar color donde no lo hay. Esta es la actitud que debería tener un verdadero siervo del Señor Jesús. Venezuela- Guarenas